um chalé: telhado de goteiras
e balaústres sem imponência -
vi uma flor de plástico.
Murcha.
Seu lilás desbotava debaixo da poeira
manchada por um chuvisco qualquer.
Parece que morria.
@anaribeiro
Seu nome na minha boca. Macio e doce na aspereza da minha língua. Ao dizê-lo, te construo, E te faço imagem e semelhança do amor que tenho....
"flores de plástico não morrem"
ResponderExcluirAna,
ResponderExcluirGostei muito!
Mesmo... e o que se segue seria escusado ;)
Mesmo se o chuvisco me parece a mais, se incapaz de limpar a poeira e dar cor ao lilás. Mas... tanto faz, mostrou com emoção e visão como as flores de plástico também morrem...
Parabéns!
O artificial, as tentaivas e descrição perfeita da natureza, as teorias em geral, a ciência, enfim... já nascem mortos.
ResponderExcluirNão sei o porque exato, mas o perfume ao mesmo tempo intenso e inodoro da sua flor me remeteu a isso tudo minha cara Ana.
Quisera eu ser poeta, quiado por meu "ID" (psicanaliticamente falando) sem contudo me causar transtornos... rs.
ResponderExcluirTeorias a parte, adorei seu poema Ana.
"vi uma flor de plástico.
ResponderExcluirMurcha."
essa passagem me atingiu como uma flecha.
uma ferida de morte.
abraço!