
Coloca-se novamente a máscara.
O rosto outra vez compenetrado. Pensamentos sem folia.
Alma de ressaca.
O bar da esquina tem apenas uma porta aberta.
É hora de varrer para fora o lixo das últimas risadas, agora esquecidas, despedaçadas, imóveis, espalhadas desfalecidas pelo chão.
Um bêbado na calçada insiste em segurar o instante. Inútil.
Rua suja.
De um jeito triste. Imóvel sujeira surda.
Alegria morta. O bêbado sorri.
É o limite.
Fiéis passam para a missa.
A música é outra.
Na boca ainda ébria da véspera
um sorriso samba mesmo assim.
@Ana Ribeiro
O carnaval só é feliz porque seu parâmetro é cinza, da quarta, das segundas, das rotinas marrons...
ResponderExcluirÉ, de repente a quarta de cinzas já não se contenta em ser apenas quarta, e vai possuindo outras feiras... Ainda bem que entre o profano e o sagrado, salva-nos a poesia!
ResponderExcluirpasso por aqui e registro, ana.
ResponderExcluirromério