segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sábado, 17 de dezembro de 2011
Sobre laços e nós
Estreitos são os laços frouxos que nos arrematam.
Desembainhados, soltam franjas gastas que se pulverizam e se prendem incomodamente nas vestes, nos cabelos, no velho tapete da sala.
A cor ainda é bonita, mas há um insuportável cheiro de mofo sobre manchas desbotadas aqui e acolá.
O nó é forte, entretanto.
E se finge de enfeite.
Um enfeite murcho sobre um vestido velho.
Não há beleza.
Delicada pressão sobre uma cintura antiga. E infinitamente mais larga. Apenas isto. Velhos laços estreitam os nós que nos prendem.
Desembainhados, soltam franjas gastas que se pulverizam e se prendem incomodamente nas vestes, nos cabelos, no velho tapete da sala.
A cor ainda é bonita, mas há um insuportável cheiro de mofo sobre manchas desbotadas aqui e acolá.
O nó é forte, entretanto.
E se finge de enfeite.
Um enfeite murcho sobre um vestido velho.
Não há beleza.
Delicada pressão sobre uma cintura antiga. E infinitamente mais larga. Apenas isto. Velhos laços estreitam os nós que nos prendem.
domingo, 4 de dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Perdi o fio
como uma faca velha perdida na gaveta.
Não faço medo.
Nem tampouco cumpro meu destino.
Rasgo a carne dolorosamente, demoradamente
Cega. Imprecisa.
No entanto,
peso no braço que me segura
Sem direção,
corto a mão.
Sigo um instinto nato que não se perdeu no tempo.
Golpeio o ar, sem rumo
Mantenho o punho fora do prumo
como uma faca velha perdida na gaveta.
Não faço medo.
Nem tampouco cumpro meu destino.
Rasgo a carne dolorosamente, demoradamente
Cega. Imprecisa.
No entanto,
peso no braço que me segura
Sem direção,
corto a mão.
Sigo um instinto nato que não se perdeu no tempo.
Golpeio o ar, sem rumo
Mantenho o punho fora do prumo
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Fakelook
Corro para pensar no que estou pensando agora
e publicar uma frase rasa nesse meu rosto fantasmagórico que se mostra em um espelho descascado.
Daqueles mesmo, manchados pela falta do reflexo. E do uso excessivo e demorado.
Do outro lado dessa moldura vazia
ninguém repara.
As palavras são apenas maquiagem derretida no meio do dia sem calor.
e publicar uma frase rasa nesse meu rosto fantasmagórico que se mostra em um espelho descascado.
Daqueles mesmo, manchados pela falta do reflexo. E do uso excessivo e demorado.
Do outro lado dessa moldura vazia
ninguém repara.
As palavras são apenas maquiagem derretida no meio do dia sem calor.
domingo, 13 de novembro de 2011
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