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Mostrando postagens de 2016

História de avó

Uma mulher, uma casa uma casa e um jardim e a eternidade.
Nós não somos o que fomos. Somos aquilo que ficou de nós e se perpetua.
Uma mulher, uma casa uma casa e um jardim e a eternidade.
A mulher que está nas filhas a mãe que está nas filhas a avó o exemplo
Sua humanidade tão latente pulsa na falta do colo, no olhar duro, na palavra calada e que por isso ecoa ainda hoje.
A mãe que foi a mãe que queriam.
A mulher que queria ser e a que não teve escolha.
Quem há de saber se chorou? O quanto amou? Se foi feliz? Se fez o que quis Se não quis.
Ela são muitas. Quem saberá contá-las? E quem sou eu para dizê-las?
Sei dizer da que ficou. Da quitanda fresca e cheirosa do fogão vivo do trabalho Sei falar do vestido novo das tramas do bordado dos nozinhos do crochê (quem me dera saber dos pensamentos que os teceram)
Sei falar das palavras que os filhos lhe adivinharam e agora proferem. Sei falar dos dons herdados dos recheios, da mesa farta, da família em volta das colchas, dos botões, das …

How far

How far am I do mar? How far?
É muito longe a amplidão de mim. A falta de margens, a imensidão.
É muito longe de mim o horizonte sem fim. É muito longe o mar em mim.
Do mar... I am so far... Embora eu o ouça, sinta seu cheiro, molhe meus pés, sempre impermeáveis demais.
Eu o provo, eu o sonho. Ele me inunda, me encharca, me afoga. Ele me arde as narinas.
Mas eu não mergulho. Eu não me atiro. Eu não embarco.
E sem ir, eu naufrago em mim. 
How far am I do mar? How far?