segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sobre as manhãs de segunda e a covardia cotidiana

Jurou que um dia
desses úteis e de sol
ficaria na cama
até o meio dia.
Não se preocuparia
com a agenda, o despertador
mataria serviço,
não pagaria a conta
desligaria o computador.
Não seria mãe, nem esposa,
filha ou o que quer que fosse.
Seria o que trouxesse o dia,
Esperaria, sem temor.
Viveria sem prazos
sem correria.
Não precisaria
nem de pão, nem de amor.
Jurou que faria.
Mas... Um dia.
Pensou bem.
E se levantou.

2 comentários: