domingo, 27 de novembro de 2011

Perdi o fio
como uma faca velha perdida na gaveta.

Não faço medo.
Nem tampouco cumpro meu destino.

Rasgo a carne dolorosamente, demoradamente
Cega. Imprecisa.

No entanto,
peso no braço que me segura
Sem direção,
corto a mão.

Sigo um instinto nato que não se perdeu no tempo.
Golpeio o ar, sem rumo
Mantenho o punho fora do prumo

3 comentários:

  1. Parece-me que a lâmina possui dois gumes...

    =)

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  2. Oi Ana! Eu sigo o instinto, que para mim é o coração e o melhor guia. Muito obrigada pela presença no Memórias. Beijos!

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  3. Mas ainda corta, não perdeu o jeito.

    ;)

    Gostei daqui.

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