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Mostrando postagens de Outubro, 2011

A derrota de Hermes (Poesia inerme)

Tudo é pressa.
Nada para. Não há pousada pra alegria.

O tempo tem pernas curtas e  vai de trote para não atrasar.


Tudo é pressa. E essa luta me angustia.
Não há pousada para a alegria.

Ofegante, não acompanho
por mais que eu tente alcançar.

Foi só um flash o que eu acho ter visto.
Logo ali atrás.
Esta é uma era em que não se pode crer.
Tenho que ir.
Tenho que ir sem nunca chegar.

Tudo é pressa.
Essa luta me angustia.Não há pousada pra alegria

Ofício de poeta

O motivo se faz em sua própria ausência.
A poesia, às vezes, é um nada
que inunda vazios de cor
e ilumina meus cantos tão assombrados.
Ela sabe de cor meus avessos,
às vezes, tão intraduzíveis.

Motivo? Sigo procurando.
É um não estar aqui  o que me  move, constantemente.
Não há coisa, nem sentimento...

Há sim, um pressentimento, quase sempre onipotente
que se instala.
Eis o mote.
E mais nada.

Um poema de filha pra mãe

PRAZO DE ENTREGA O texto era para a terça. Palavras encomendadas Silêncio – foi o que a professora sugeriu Ah! Se isso bastasse! A mãe disse: - Não dá assim, para racionalizar. O amigo indicou um tema. Rodopiando... A caneta... A cabeça... Rabiscos Sem mensagem alguma. Eu chamei. Ela não veio. Exigi. Ela não veio. Subornei. Riu de mim. Desisti.  (Olívia Monteiro - 3º lugar no FECBIA - evento realizado pelo Intstituto Auxiliadora - Rede Salesiana - de São João del Rei - Outubro de 2011)