quarta-feira, 4 de maio de 2011

NO FUTURO




No futuro não viveremos em redomas, nem vestiremos roupas sintéticas, capacetes bizarros ou nos comunicaremos por telepatia.
Penso na evolução como uma espécie de retorno. 
Quanto mais sofisticados se tornarem nossos mecanismos cerebrais, mais nos tornaremos parecidos com nossos longínquos ancestrais.  Detalhe: Por opção.
Deixaremos de ser sedentários.
Estaremos em contato maior com a natureza.
Comeremos apenas para sobreviver.
Não poluiremos.
As teorias médicas e científicas mais modernas apontam esse "modus vivendi" como receita para uma vida longa e feliz.
Viveremos em bandos, cada vez menos isolados.
Vamos nos organizar segundo as necessidades do grupo e não segundo nossos próprios interesses.
Poderemos andar nus se quisermos.
Não consideraremos o outro um estranho inferior: porque é fêmea, ou macho,  ou porque não é fêmea nem macho; possui pêlos mais claros, ou  mais escuros, ou não os possui; não seremos  rejeitados, temidos, injustiçados, abandonados ou  violentados seja lá por que outro motivo estranho qualquer. 
Não haverá gênero ou raça ou dinheiro que nos torne desiguais por causa de nossas diferenças.
Raça nenhuma. Nenhum gênero. Senão o humano.
Dividiremos a terra e a água.
Procuraremos a cura na natureza.
Protegeremos nossa cria a qualquer custo.
Construiremos armas menos letais.
Baniremos as armas.
Deus será algo como o entrelaçamento entre eu e o universo.
Comungaremos com o universo mais uma vez. Porque escolhemos assim.
A única diferença que talvez  (talvez) exista entre nós mesmos e aquilo que a arqueologia de nossa história nos revela, será a consciência do amor que temos uns pelos outros.
Demoramos milênios para compreender o que estava bem diante do nosso nariz.
Estamos evoluindo?
Quem sabe.

3 comentários:

  1. é isso aí maninha... procuramos o que sempre esteve tão perto, a nossa frente, e sempre pelo caminho mais doloroso...

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  2. Será???rs Maybe... se a tchurma do Osama não jogar antrax no planeta antes...rs
    Beijoooos.

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  3. Nas palavras de T.S. Eliot: "E ao final de nossas longas explorações chegaremos finalmente ao lugar de onde partimos e o conheceremos então pela primeira vez".
    Gisela N. Pereira

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