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MARIAS

Não me reconheço em ti.
Nem na pureza cândida,
nem na doçura dos lábios,
nem na beleza da pele
nem na brancura marmórea da pele.
Nem mesmo o manto que poderia também cobrir-me.
Parece-me curto demais para este corpo de hoje.
Não me reconheço em ti.
E por isso, não me reconheço em mim.
A pedra, a pele, a palavra ave: em mim uma caricatura.
Dessemelhantes no tempo, no modo.
O que é mesmo a virtude?
Talvez a dor nos aproxime. Talvez a dor. Talvez.

Comentários

  1. Também a pureza cândida de seus versos
    lembram a doçura dos versos de Adélia Prado.
    e como são lindos!...


    Angelina Oliveira

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  2. O que dizer, Ana, anamélia, palavra ave que zarpa leve lírica linda?

    Maria Ângela

    ResponderExcluir

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